segunda-feira, 30 de julho de 2007

(P. A.)³

Poesia Aritmética Para Amor Politecnico Anônimo

"Eu sei que não deveria pensar em você, mas penso.
Eu sei que não nos conhecemos e será raro poder te dizer algo,
mas mesmo assim você me faz bem.
Você é colírio desconhecido que ilumina meus lapsos de atenção dispersa entre entes abstratos complexos e conjugados.
Não esperar nada, e ganhar um olhar de curiosidade sincera ou aleatória,
ganha meu dia, minha madrugada insone, minha aula seguinte.
Meu campo girante visual, mesmo de modo discreto e aleatoriamente não causal, cria uma equação de vínculo com o seu centro instantâneo de rotação, e me vejo solidário ao seu eixo."

(Fernando Capeletto, meados de 2006)


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