terça-feira, 13 de novembro de 2007

Teoria de Filtros: Resposta Infinita ao Impulso Passional.

Sorte de hoje: Faça apenas o que o coração manda.

Deparei-me com isso hoje no orkut.
Fiquei minutos pensando no que acabara de ler, e gargalhei.
Gostosamente imaginei que sorte esquisita seria seguir tal impulso.
E o esquisito se torna especial na mesma forma de onda na qual essa angustia engraçada se torna saborosa.
Como poderia apenas fazer o que manda o coração se minha cardio-resposta em frequencia tem comprimento infinito quando impulsionada.
Quantos coeficientes predizem o que nunca aconteceu, quantos blocos de atrasos explicam a saudade do inédito, aquela irresistivel sensaçao de náo-causalidade de quem saboreia uma hipotese antes de comprova-la.
E isso vale por todos os atrasos que precisaremos pagar.
Meu sangue se retifica como diodo de tal modo que minhas pernas tremem complexas e conjugadas quando apoiadas em vinculo hipostatico, e se engastadas de modo sobredeterminado, o formigamento causado pela falta de fluxo concatenado entre meu coraçao e meus membros (aquela ausencia de terceira lei de newton que não te deixa nem refletir a tempo), me toma pelos pés e sinto um misto de dor e prazer similar ao constrangimento de sentir-te no meu campo de visão periférica (muito mais que periférica, microprocessada) sem poder deter um misero instante inteiro (e não roubado), num sorriso indutivo daqueles de armazenar energia magnética por muito mais tempo que meros 5RC.
Isso sem dizer que pensar em você é ir contra a segunda lei da termodinamica.
Afinal, não posso crer que seja perda todo esse Calor gerado assim a toa.
É amigos, Lavousier estava errado.
As coisas SE criam, SE perdem E SE transformam, SIM!
E Ainda bem que é assim, isso garante a falta de isotropia, garante a distribuicao normal gaussiana do processo, garante a existencia do mito da existencia de uma `sorte de hoje`.
Em todo caso, mesmo que nao haja arbitrio, enquanto houver proposito (fonte natural renovavel da minha alma), farei o que o coracao sugerir.
(Porque quem faz desobrigado, faz com mais prazer ainda)


(Fernando J Capeletto - 12/11/07)